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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Microfranquias crescem 31% em 2013

21/04/2014 Empresas
A Associação de Franchising informa que o setor teve faturamento de R$ 5,9 bilhões no ano passado

O setor de microfranquias, que são aquelas que têm investimento total inferior ou igual a R$ 80 mil, cresceu 31% em 2013, na comparação com o ano anterior. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do segmento no ano foi de R$ 5,9 bilhões. O crescimento se deve ao maior número de empresas abertas em 2013, que totalizou 17.197 unidades espalhadas pelo Brasil. Com baixo investimento inicial, a microfranquia se tornou uma alternativa de negócio, uma vez que tem garantias que o empreendimento próprio não tem. 

As microfranquias se diferenciam das franquias por conta do baixo investimento necessário para sua instalação. Atualmente, a ABF estabelece que a microfranquia tem investimento máximo de R$ 80 mil. Devido ao menor custo, segundo Maurício Hiromi Matsumoto, consultor de negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), este tipo de negócio tem crescido nos últimos tempos. No entanto, ele alerta, as microfranquias requerem a mesma atenção por parte dos empreendedores. "É preciso verificar se está disposto a seguir regras, pois a franquia tem um modelo pronto", explica Matsumoto. Assim, o investidor precisa conhecer a Lei 8.955, de 1994, a Lei do Franchising, que trata dos direitos e obrigações na relação entre franqueado e franqueador, orienta ele. 

Além destes cuidados, o consultor do Sebrae observa que, mesmo que a franquia já tenha um plano de negócios pronto, é importante que o interessado pesquise antes de fazer o investimento. "Como todo negócio, deve-se pesquisar quem é o franqueador, se ele tem estrutura suficiente para dar suporte ao negócio", diz, acrescentando que o padrão é que o franqueador ofereça todo o know-how necessário. Matsumoto destaca que não é por ser franquia que o investimento está garantido. "É bom que o empresário se planeje, e o Sebrae dá esse suporte", acrescenta. 

O consultor de negócios também acredita que um ponto importante na escolha do melhor negócio é a opção por um setor com o qual o investidor tenha afinidade. "Assim como as outras franquias, exige-se que o franqueado tenha afinidade com o negócio e experiência", conclui. 

Afinidade 

A afinidade com o negócio foi o que levou o casal Antonio Carlos Crepaldi e Mariza Crepaldi a optar por uma franquia do setor de seguros, a Seguralta. Ela trabalhava há 17 anos em uma corretora quando teve o segundo filho e decidiu sair da empresa. Aproveitou a experiência do marido, que atua no setor financeiro, e procurou por uma franquia que atendesse à sua necessidade. "Achei interessante (a franquia de seguros) por causa da experiência que já tinha", explica ela. 

A empresa tem quatro anos e, segundo Mariza, foi um bom investimento. A franqueadora contribuiu com treinamentos, o que deu maior tranquilidade. "No começo, é difícil, porque tem que arregaçar as mangas para entrar no mercado", diz, destacando que o "boca a boca" foi fundamental. "Porque a concorrência no setor é grande", comenta. Ainda hoje a franqueadora oferece suporte para a empresa, acrescenta a empreendedora. "São treinamentos on-line, apoio do pessoal que cuida de sinistros e apoio de marketing", finaliza.

Governo pode desistir do novo aumento no IPI dos carros

22/04/2014 IG
Para especialistas, situação dos estoques, histórico de decisões e proximidade das eleições tornam o recuo possível

A queda de 2,1% nas de veículos no primeiro trimestre deste ano parece ter assustado muita gente. Fontes próximas ao Governo Federal informam que a possibilidade de manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos atuais níveis tem sido conversada em alguns ministérios. A proposta inicial do Ministério da Fazenda era retomar a cobrança da alíquota integral em julho.

Se esse é um dos efeitos das constantes reclamações da indústria automotiva, ainda não se sabe. Publicamente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma não ter discutido essa possibilidade com o governo e o Ministério da Fazenda informa, também oficialmente, que ainda não há decisão sobre o assunto. Mas o fato é que o imposto pesou no bolso de quem comprou carros em março e desencorajou quem tinha vontade de trocar de veículo.

Veja os carros mais vendidos em março.

O IPI passou para 3% em janeiro e poderá chegar a 7% em julho no caso de carros mil. Somando a obrigatoriedade do airbag e dos freios ABS, o carro 1.0 ficou mais caro, perdeu apelo e mercado. No caso dos carros de maior motorização, o imposto já está em 9% e pode ir a 11%.

Mesmo com o discurso rígido da Fazenda, René Martinez, sócio de consultoria especializado na indústria automotiva da EY, acredita que é “absolutamente possível” que o governo tenha sim mudado de ideia. “Nós já vimos isso acontecer em outra circunstância”, diz. “Existe uma pressão e uma preocupação muito grande nesse sentido.”

A maior fonte dessa preocupação está nos pátios das montadoras, que estão lotados. Com estoque suficiente para 48 dias de vendas, somada com uma condição que parece pouco favorável. “Falta crédito, o mercado está disperso e ainda há a alta nos estoques. São muitos sintomas apontando no mesmo sentido”, diz Martinez. Sem estímulo, o próximo passo seria “cortar na carne”, como diz o especialista mencionando possíveis demissões.

Aparentemente, esse cenário não está muito longe. Montadoras de carros e de caminhões já anunciaram programas de demissão voluntária, férias coletivas e reduções de jornada para manter a produção parada enquanto os estoques são vendidos. Até a Caixa Econômica Federal já entrou no time pró-montadoras, oferecendo crédito pré-aprovado para boa parte de seus correntistas trocarem de carro.

André Beer, consultor especialista na indústria automotiva, acha que o governo não tem outra saída senão voltar a cortar o IPI. Para ele, manter a alíquota nos níveis atuais é pouco efetivo. “Já estamos atrasados em pensar nesse assunto”, diz. “A demanda caiu muito e o mercado está ruim demais. Precisamos levar compradores à concessionária e uma redução no IPI ajudaria.”

Medidas pontuais não vão estimular a indústria no longo prazo

Quem não compartilha dessa opinião é o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza. Embora considere a situação da indústria automotiva delicada, Souza não acredita que um corte no IPI tenha grandes efeitos sobre a economia como um todo. “Acho que o governo tomou medidas pontuais que foram importantes, mas é evidente que o efeito não é o mesmo que foi no passado”, explica.

Para o economista-chefe do Iedi, é preciso ter clareza de qual será o benefício econômico de uma decisão como essa. Especialmente porque entre 2009 e 2011, o governo deixou de arrecadar R$ 6,1 bilhões em tributos. “O governo não pode comprometer demais suas contas”, explica.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), no entanto, o crescimento das vendas de veículos compensou e superou em R$ 5 bilhões o que seria, em princípio, uma renúncia fiscal.

Ano eleitoral pode fazer diferença

Para o Iedi, a política de incentivo tem de ser “horizontal”. “Caso contrário, fica sempre aquela ideia de que o governo está lançando mais um pacote sem uma política industrial estruturada”, diz. “Precisamos de decisões com impacto de longo prazo e a redução do IPI é uma delas.”

Com a expectativa das eleições em nível nacional e estadual, no entanto, as decisões mais planejadas e de longo prazo devem ficar no segundo plano, na avaliação do economista. “É bem possível que queriam incentivar alguns segmentos. Acho que isso fará diferença em uma decisão de prorrogação do IPI.”

CVM quer abrir mercado de capitais às PMEs

22/03/2014 Agência Estado
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editará este ano todas as reformas necessárias para destravar o financiamento de pequenas e médias (PMEs) empresas no mercado de capitais. As medidas vão permitir que o segmento faça ofertas de ações a custos menores e incentivar a demanda. Além do regulador, o BNDES anunciou no dia 15 um pacote de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão destinado à compra de ações de companhias do mercado de acesso. Com isso, as expectativas recaem agora sobre o aval da Fazenda a incentivos fiscais.

A proposta é isentar o investidor do Imposto de Renda sobre o ganho de capital de investimentos em companhias de menor porte. O pedido foi levado ao governo em outubro passado pelo Comitê Técnico de Ofertas Menores. O grupo foi formado em 2012 por BM&FBovespa, CVM, BNDES, ABDI e Finep justamente para viabilizar um mercado relevante de financiamento às PMEs via ações.

O Bovespa Mais, segmento de acesso criado pela Bolsa em 2004, até hoje patina e tem apenas nove empresas listadas. O valor médio das ofertas de ações no Brasil é muito elevado em relação a outros mercados: US$ 490 milhões em 2012.

A diretora da CVM, Luciana Dias, acredita que o sinal verde da Fazenda desempenhará um papel importante na demanda pelos papéis dessas empresas. O pacote de medidas a cargo da autarquia inclui a criação do Fundo de Investimento em Ações (FIA) Mercado de Acesso, já levada a audiência pública. A política do novo fundo prevê o investimento de dois terços de seu patrimônio em companhias do mercado de acesso e até um terço em empresas fechadas.

A ideia é permitir que esses fundos acompanhem a evolução de empresas que ainda não fizeram uma oferta pública inicial de ações (IPO), mas que tenham potencial para tanto. No entanto, Luciana avalia que a regra pode ter pouca eficácia sem a isenção. "A minha percepção é que só vai surgir FIA Mercado de Acesso de fato se houver incentivo fiscal. Sem isso, por que um gestor se limitaria a investir 67% do seu portfólio em ações desse segmento?", diz.

Embora a Fazenda tenha se mostrado simpática à proposta, não há uma janela política favorável a projetos que impliquem em renúncia fiscal. As demais medidas em gestação na CVM independem do benefício. A primeira a ser editada, em maio, será a reforma da Instrução 400, dispensando empresas do segmento de publicar em jornais avisos obrigatórios de ofertas de ações.

No segundo semestre será a vez de a CVM aprovar a extensão das chamadas ofertas com esforços restritos, hoje limitadas às debêntures, para ações. Mais simples em termos de documentação, como o prospecto, elas são regidas pela Instrução 476, têm menos custos e poderão facilitar a aproximação das empresas menores com o mercado de capitais.

Para a diretora de Desenvolvimento de Empresas da BM&FBovespa, Cristiana Pereira, a possibilidade de realizar uma oferta simplificada tende a aumentar o número de emissões, a exemplo do que ocorreu no mercado de renda fixa com as debêntures. "O leque de opções no mercado de capitais será maior. As ofertas com esforços restritos são menos dependentes do humor externo", diz.

Ainda neste semestre a Bolsa oficializará a criação do Bovespa Mais e Bovespa Mais Nível 2, que permitirá a emissão de ações ordinárias (ON), com direito a voto, e preferenciais (PN). Hoje o Bovespa Mais tem emissão exclusiva de ações ON. O novo regulamento já foi aprovado pela CVM.

Declaração ao Fisco é considerada simples, mas contribuinte com renda múltipla precisa mais de ajuda de contador

23/04/2014 Folha Web
A necessidade de se contratar um contador ou advogado tributarista para fazer a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) depende da quantidade de informações que o contribuinte precisa repassar à Receita Federal, principalmente sobre várias fontes de renda. Estão incluídos nessas classes o Microempreendedor Individual (MEI) e o profissional liberal, além de pessoas com dependentes que possuem rendimentos e que compraram ou venderam bens. 

Considerado relativamente simples, o preenchimento da declaração de IRPF fica mais difícil conforme a quantidade de dados que precisam ser incluídos. Depois dos erros de digitação, os problemas que mais ocorrem nos relatórios são o esquecimento de fontes pagadoras pelo fato de o trabalhador ter mudado de emprego, de informações sobre valores de transações bancárias e da não inclusão de rendimentos de dependentes. Por isso, a orientação é que o contribuinte busque se familiarizar o quanto antes com o sistema da Receita Federal e, se encontrar dificuldades, procure a ajuda de um profissional. 

Porém, falta apenas uma semana para o prazo final para a entrega das declarações, às 23h59 do próximo dia 30. A expectativa no Fisco do Paraná é de receber 1,680 milhão de documentos, mas até as 15 horas de ontem haviam sido enviados 798.186 formulários, ou 48% do total. No País, o último balanço foi divulgado na quinta-feira passada e aponta para 11,4 milhões de declarações, ou 43% das 27 milhões que são esperadas. 

Diretor do Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon), o contador Aldo Roberto Camargo afirma que quem deve precisar de um profissional da área e ainda não fez a contratação deve correr. "O prazo é curto e o contribuinte que tem declaração para fazer e precisa de ajuda tem de se apressar, porque os escritórios estão lotados de serviço." 

Camargo diz que a maior dificuldade é para pessoas que têm informações demais para preencher, com mais de uma renda, por exemplo, o que gera uma declaração inconsistente. "São os casos em que a declaração de gastos acaba maior do que a de rendimentos", conta o diretor do Sincolon. 

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap), Euclides Nandes Correia, afirma que vendas de bens também costumam gerar dúvidas, quando resultam em ganhos de capital. No entanto, ele diz que a maioria dos que enfrentam problemas são os empresários, que representam 99% dos clientes do escritório de Correia. 

Nessa classe, ele cita o MEI e o profissional liberal como dois tipos que precisam de maior cuidado. "O profissional liberal precisa tomar cuidado porque tem de fazer a declaração mensalmente pelo livro-caixa e, agora, precisa fazer o ajuste", diz. No caso do microempreendedor, Correia considera que há dificuldade em fazer os ajustes relativos ao pró-labore e ao lucro no ano, que não podem exceder R$ 60 mil. "De repente houve ganho de patrimônio e o MEI precisa justificar isso", explica. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2014 - Faltam menos de 10 dias para encerrar prazo de entrega – Multa por atraso R$ 165,74

A Receita Federal informou que recebeu até as 17h desta quinta-feira (17) 11,4 milhões de declarações de Imposto de Renda 2014. O Fisco espera 27 milhões de documentos neste ano. Deste modo, mais de 15 milhões de pessoas ainda não enviaram a declaração.

A entrega começou no dia 6 de março e se estende até 30 de abril deste ano. Faltam menos de 10 dias para a data final. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74. 

Faça sua Declaração com a DSR Phinance Assessoria Contábil.


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terça-feira, 8 de abril de 2014

Você vai ter mais sucesso porque responde e-mails um pouco mais rápido, usa as redes sociais um pouco mais frequentemente ou trabalha uma hora a mais que todo mundo?

Eu acho que não.

Quando você transforma trabalho intelectual em mera repetição de tarefas (fazer mais do mesmo e seguir mais instruções), você entra em um ciclo vicioso.

Minha impressão é que o verdadeiro sucesso vem da habilidade de confrontar os seus medos melhor do que as outras pessoas. Sendo mais específico, o sucesso vem da habilidade de sair do lugar e se tornar cada vez melhor na sua arte, mesmo quando isso significa sair da zona de conforto e ter o risco de falhar.

Quando você direciona seu foco, levanta as opções disponíveis e faz até o fim um trabalho que assusta os outros… aí sim você terá sucesso.

Se expondo a oportunidades assustadoras, você cria algo escasso, que poucas pessoas terão coragem de fazer.

Colocar mais tempo em um problema não é o caminho. Colocar mais coragem sim.

Seth Godin

domingo, 6 de abril de 2014

Nunca é tarde para você fazer a análise de viabilidade de seu pequeno varejo

O ideal de todo empreendimento é que se faça um plano de negócios que contemple no mínimo uma análise de viabilidade. Muitas das empresas fazem esta análise apenas no momento de tomada de decisão de investimento no negócio, outras fazem uma avaliação anual e assim definem novas metas e novos rumos, no entanto o mais comum é a falta de análise de viabilidade de um negócio.

No caso dos pequenos varejos não é diferente e muitas das vezes os negócios vão acontecendo aos poucos e se transformando sem que tenha feito um planejamento prévio. De fato a rotina toma todo o tempo do gestor que dificulta em muito pensar sobre a empresa, porém fazendo isso você estará navegando em mares turbulentos sem uma bússula. Quando o negócio está em dificuldades surge a necessidade imediata de entender os motivos para tais problemas. Algumas vezes ainda está em tempo de analisar e realizar correções, porém em outros casos não há mais tempo suficiente para tais medidas.

Portanto o primeiro passo é uma conversa imediata com seu contador. Alguns deles entregam esta análise caso você solicite, outros podem te ajudar com indicação de planilhas, mas todos devem entregar os dados para que você consiga fazer esta análise. Na internet é possível encontrar uma série de planilhas que podem lhe auxiliar e todas terão basicamente três grandes grupos de itens:

Receita Total
Custo Variável
Custo Fixo

Depois de realizada a primeira análise, você poderá identificar por exemplo onde estão os gastos em excesso, baixa margem de preço dos produtos e principalmente o resultado financeiro de seu negócio. No final o tempo gasto nesta atividade será pequeno perto de todas informações que você vai ter de seu negócio. Comece agora pois nunca é tarde para analisar a viabilidade de seu negócio.

Maurício Camacho